Anti-heróis nos games de Kratos a Joel
Explore os personagens mais intensos dos videogames e descubra por que os anti-heróis conquistam os fãs de ação e cultura pop
Quem nunca torceu por um personagem que, no fundo, não é tão “bonzinho” assim?
Os anti-heróis são figuras que desafiam a moral tradicional e conquistam multidões justamente por suas falhas, dilemas e atitudes questionáveis.
Nos games, eles brilham ainda mais: carregam histórias intensas, decisões difíceis e uma aura de imprevisibilidade que deixa qualquer jogador grudado na tela.
Afinal, quem disse que só os mocinhos merecem aplausos?
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| (Imagem ilustrativa--Anti-heróis nos games) |
Prepare-se para uma viagem épica pelo universo dos anti-heróis nos games, explorando desde a fúria mitológica de Kratos até os dilemas humanos de Joel.
Vamos mergulhar em curiosidades, pontos fortes e fracos, e entender por que esses personagens se tornaram ícones da cultura pop.
Kratos: O Deus da Guerra que não pede desculpas
Kratos, protagonista da franquia God of War, é praticamente o “poster boy” dos anti-heróis.
Movido por vingança, raiva e dor, ele não hesita em destruir deuses, monstros e até o próprio Olimpo.
Mas por trás da brutalidade, há um homem marcado por perdas e arrependimentos.
Pontos fortes
• Força descomunal e habilidades de combate épicas.
• Narrativa intensa que mistura mitologia e drama pessoal.
• Evolução do personagem: de máquina de matar a pai tentando ensinar valores ao filho
Pontos fracos
• Impulsividade que gera consequências devastadoras.
• Dificuldade em lidar com emoções e culpa.
• Muitas vezes, sua violência afasta aliados e até jogadores mais sensíveis.
Curiosidade: Kratos foi criado para ser um personagem que refletisse a brutalidade dos deuses gregos, mas acabou se tornando um dos maiores ícones dos videogames modernos.
Joel: O sobrevivente humano em um mundo desumano
Se Kratos é pura fúria, Joel de The Last of Us é pura humanidade com todas as suas contradições. Ele não é perfeito, e justamente por isso é tão fascinante.
Em um mundo devastado por uma pandemia, Joel faz escolhas que dividem opiniões até hoje.
Pontos fortes
• Profundidade emocional e complexidade moral.
• Relação com Ellie, que se tornou uma das duplas mais icônicas dos games.
• Representação realista de um homem comum em situações extremas.
Pontos fracos
• Decisões egoístas que colocam em risco o futuro da humanidade.
• Traumas que o tornam frio e desconfiado.
• Falta de clareza entre o que é certo e errado.
Curiosidade: A decisão de Joel no final do primeiro jogo é considerada uma das mais polêmicas da história dos games, gerando debates acalorados entre fãs e críticos.
Por que amamos os anti-heróis nos games?
Os anti-heróis conquistam fãs porque representam algo que os heróis tradicionais raramente oferecem: complexidade humana.
Eles não são perfeitos, e justamente por isso parecem mais reais e próximos de nós.
• Identificação emocional
Quem nunca se viu dividido entre razão e emoção? Joel, em The Last of Us, escolhe salvar quem ama mesmo que isso custe o futuro da humanidade.
Essa ambiguidade reflete dilemas que todos enfrentamos na vida real.
• Narrativas maduras e densas
Jogos com anti-heróis geralmente exploram temas adultos como vingança, perda e moralidade.
Exemplo: Kratos não é apenas um guerreiro furioso; sua jornada também aborda paternidade e culpa, temas universais que ressoam com jogadores de diferentes idades.
• Impacto cultural além dos games
Anti-heróis como Geralt de Rívia (The Witcher) e Arthur Morgan (Red Dead Redemption 2) ultrapassaram o universo gamer.
Inspirando séries, debates acadêmicos e até reflexões filosóficas sobre ética e moralidade.
Curiosidade: The Witcher se tornou uma das séries mais assistidas da Netflix em 2020, mostrando como um personagem complexo pode conquistar públicos fora dos games.
• Imprevisibilidade que prende o jogador
Diferente dos heróis clássicos, os anti-heróis podem tomar decisões inesperadas.
Essa imprevisibilidade aumenta o engajamento, já que o jogador nunca sabe se o personagem vai agir pelo bem comum ou por interesse próprio.
Outros anti-heróis que marcaram os games
• Max Payne (Max Payne): policial atormentado que busca vingança.
• Trevor Philips (GTA V): caos em forma de personagem.
• Geralt de Rívia (The Witcher): caçador de monstros que vive entre moralidade e pragmatismo.
• Arthur Morgan (Red Dead Redemption 2): fora da lei com coração dividido entre lealdade e redenção.
Curiosidades extras
• Max Payne foi um dos primeiros jogos a trazer narrativa adulta e cinematográfica, influenciando títulos posteriores.
• Trevor Philips é tão imprevisível que muitos jogadores o consideram “o caos personificado” nos games.
• Geralt de Rívia ajudou a consolidar o gênero RPG ocidental e se tornou ícone global com a série da Netflix.
• Arthur Morgan recebeu prêmios de “Melhor Personagem” em diversas premiações de 2018, mostrando como um anti-herói pode emocionar tanto quanto um herói clássico.
Bastidores
• Muitos anti-heróis foram criados para quebrar estereótipos dos protagonistas perfeitos.
• A popularidade desses personagens influenciou até o cinema e as séries, com exemplos como Deadpool e Walter White.
• Estudos de mercado mostram que jogos com protagonistas complexos tendem a gerar maior engajamento e fidelidade dos fãs.
Tendências: o futuro dos anti-heróis nos games
Com narrativas cada vez mais cinematográficas, os anti-heróis devem continuar dominando os holofotes.
Jogos modernos apostam em dilemas morais, escolhas ramificadas e personagens que fogem do “certo e errado” tradicional.
A era dos heróis impecáveis parece estar ficando para trás e os jogadores adoram isso.
Conclusão:
Os anti-heróis nos games são como aquele amigo que você sabe que vai te meter em confusão, mas mesmo assim não consegue largar.
Eles nos desafiam, nos fazem refletir e, acima de tudo, nos entretêm de forma única.
E você, qual anti-herói é o seu favorito? Kratos, Joel ou algum outro que marcou sua jornada gamer?
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Afinal, discutir sobre personagens complexos é quase tão divertido quanto jogar!
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Manollo51

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